terça-feira, 22 de novembro de 2011

Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde de pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo esse teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.Ao optar pela vida de atriz será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa coisa: namora-se com um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega o momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamentos doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços.
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera se pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa parar arcar com as consequências destas ações.
Lembre-se: Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ela não vai te chamar no msn e dizer que sentiu a sua falta.

Provavelmente, ela vai entrar e sair de 10 em 10 segundos, até você a chamar. Ela também não vai ficar te ligando ou te mandando mensagens, mas, se ela responder às suas, considere-se sortudo. Ela não vai chegar e te abraçar na frente de todos os seus amigos, ela vai esperar que, no meio dessas conversas em grupo, você apenas passe o braço pelo ombro dela. Faça isso, e eu te garanto que ela não irá dormir de noite. Na hora da despedida, dê um beijo na testa dela, ou seja o último a largar o abraço. Enquanto ninguém estiver vendo, sussurre palavras ao ouvido dela, pegue na sua mão. Olhe para bem dentro dos olhos dela, eles estão brilhando, não estão? Não espere que ela diga que o ama. Ela não o fará. Provavelmente, ela vai te xingar e dizer que nunca conheceu alguém tão chato quanto você, e depois disso, ela rirá. Querido, se ela fizer isso, meus parabéns, você acaba de ganhar seu coração.

Bem mais que sexo ...


Esses dias me deparei com um texto que dizia que mais íntimo do que sexo era dormir de conchinha.
Concordo plenamente e assino em baixo.
Sexo casual qualquer um faz, super limpinho, sem nojinho e sem estress. Você levanta toma um banho e vai embora; mas e dormir de conchinha, sem roupa, depois de suar e dizer besteiras ne frente do outro. Difícil, né?
Só é difícil se aquela pessoa que te abraça por trás, te aperta nas coxas e te toca com o dedão do pé não for a pessoa certa.
Só é difícil se não tiver carinho, só é difícil se não for verdadeiro, só é difícil se a vontade de ficar juntinho não for de coração.
Quando você encontra a pessoa certa, o banho é junto. E você nem se importa em dormir descabela e sem maquiagem depois. Se importa menos ainda em acordar e ter alguém ali, do seu lado. Quando você gosta de verdade, acordar com alguém fungando na sua orelha é, na verdade, terapêutico. E o braço formigando é só mais um motivo pra dar beijinho, fazer carinho, ficar de mimimimi.   

Agora: Se você não gostou do que viu quando acordou. fuja, fuja logo, ande rápido e pra longe. Porque com certeza aquela não era a pessoa certa

O homem Casado

Nunca conversamos sobre nada que não fosse gostoso, dito com a boca bem colada ao telefone. Deixamos nossa urgência aflorar. Juras de amor, tanta intensidade, tanta pressa para a próxima vez. A saudade angustiante quando ainda falta tempo para ir embora. Todo canto é um ninho de amor. Toda hora, um infinito de possibilidades. Nenhum homem é mais apaixonado, intenso e “entregue” que o homem casado. E mulher não gosta só porque ele é encrenca e aparentemente impossível. Gosta porque está tudo absolutamente sem graça por aí. E homem casado é de uma graça terrível. Ele sabe que vira abóbora às oito e quarenta da noite e, por isso, compensa sua falta com muitas mensagens e recados e promessas durante o dia.
Eu nasci para ser a outra. Gosto de saber que, sim, ele está com uma mulher quando não está comigo. Assim não vou para a cama pensando: “será que ele está com uma mulher quando não está comigo?” Gosto de pensar que, na verdade, essa outra mulher sou eu, ou seja: eu sou quem tanto temo, então posso ficar tranquila. Ou excitada.
Mas não pensem que faço mal para a humanidade, estragando famílias que Deus uniu. Eu salvei o lar desse homem. Meu sexo à tarde faz com que ele chegue cheio de apetite para o sexo com sua esposa à noite. E, tendo a mim, ele fica mais tranquilo para não se achar um loser por ter apenas sua mulher. Meus carinhos o acalmam. Ele entra cheio de paz (e alguma culpa) em casa, tratando a todos com doçura e paparicos. Seus filhos nunca estiveram tão saltitantes. A culpa de um homem é um fermento riquíssimo para o crescimento saudável de proles. Sua mulher nunca gastou tanto dinheiro, nunca teve tantos cursos idiotas bancados com gosto pelo marido orgulhoso. Eu cheguei para trazer felicidade e harmonia a essa família. O sexo proibido tem a presença de anjos e deuses. O orgasmo do sexo proibido vem como ondas nervosas e erradas de um mar descongelado. Os beijos do amor proibido são céus da boca que tentam se encontrar em vão. São unhas tentando levar um pouco daquela pele para aquecer a cama à noite, quando ele está com outra. É o sexo do ódio e, por isso, com o mais puro amor honesto. E, depois, na hora do descanso, na hora do silêncio, na hora da escuridão, nós, as amantes, dividimos o amor com aquela esposa que sabe de tudo, mas fica quieta apenas porque não o ama tanto quanto nós. Porque quem ama grita.

- Retirado: Revista Alfa

O Contrato

Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós. A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer. Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro. Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.

domingo, 20 de novembro de 2011

Como é gostoso , quando alguém nos diz que sentiu saudade,

da aquela sensação maravilhosa de se sentir importante, especial, amada, aí você pensa, poxa vida alguém pensa em mim, eu faço parte da vida de alguém. São coisas tão simples que fazem nosso dia melhor, são pequenas coisas que nos deixam com aquele sorriso bobo. Faça alguém feliz, com abraços, sorrisos, diga que sentiu saudade e você vai ver como é super fácil fazer uma pessoa feliz. Mas só diga e faça se for sentimentos e palavras verdadeiras, pois boas ações não combinam com hipocrisia.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Liberdade demais sufoca.

Eu vejo pessoas tão apegadas a essa tal liberdade, e taí uma coisa que eu nunca vou entender. Desde quando liberdade é sinônimo de felicidade?
Quando você estiver triste, a liberdade vai te consolar? Quando você estiver doente, a liberdade vai cuidar de você? E de noite, a liberdade vai perguntar como foi o seu dia? Ou vai ser alguém que você pega por aí, que não sabe nem uma vírgula sobre a sua vida, nem um parágrafo sobre você? Essa coisa tão vazia e superficial, que pra maioria se chama liberdade, preenche de verdade alguém? Quanta besteira! Eu tô aqui livre, com frio, pesada, esmagada pelo vazio que “ser livre” traz junto. Porque ser livre é ser sozinho, é muito desapego, muita coragem. Acho até bonito quem se basta, mas esse papinho de só querer ser livre é muito furado pro meu gosto! Todo mundo tem suas carências, todo mundo é humano, todo mundo sente! Uns sentem mais, outros menos, alguns quase nada, mas sentem! Podem adorar ser livre de noite na balada, no barzinho com os amigos, mas pelo menos antes de dormir ser livre pesa. As diversões de um solteiro são muito baratas. Pra mim ser livre é uma prisão. Gosto do que tem continuidade, amores e promessas de uma noite não me enchem os olhos. Se essas pessoas livres soubessem a leveza que é ser presa a alguém, a paz que é alguém ser seu, a liberdade que é poder sim ter qualquer outra pessoa, mas escolher livremente sempre a mesma e ser escolhido por ela assim, todos os dias... ah, se eles soubessem ! Iam ver o quanto a liberdade que é o que na verdade te prende, à falsas expectativas e valores vazios. Iam perceber que a liberdade que sufoca, e só o amor, enfim, liberta.

Por fora, essa garota decidida,

 forte, feliz, que anda por aí com um sorriso no rosto, procurando enfrentar tudo, gosta de desafios, está segura de si, que se ama, com o coração inteiro, nada a machuca. Por dentro, uma garota frágil e sensível, que chora escondido, dança escondido, se toca com músicas, cansada de sofrer, que tem medo de cair desse abismo, que só quer alguém ao seu lado que segure sua mão e nunca mais solte.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quando o amor se mistura ao ódio.

O problema foi nunca admitir que eu me via em você. Sempre tão egocêntrico, pensando só em si mesmo, insensível e idiota. Dizia para mim mesma que odiava esse teu jeito tão estúpido de agir com as pessoas, dizia e repetia, porque precisava acreditar que era verdade.  Não queria admitir que nós éramos iguais. Não queria aceitar que por sermos tão parecidos eu amava te odiar.

Quando o amor se mistura ao ódio as coisas se tornam intensas demais. Tinha vontade de te matar e ao mesmo tempo de morrer por você. Queria te falar coisas horríveis e te fazer chorar só para depois poder te pegar no colo e fazer um carinho. A cada briga eu precisava dizer tudo que eu odiava em você. Odiava seu jeito, sua roupa, sua voz rouca, seu cheiro e odiava te amar. Te amar tanto que eu não conseguia te odiar nem por um segundo. Eu precisava dizer todos seus defeitos em voz alta para mais uma vez me fazer a seguinte pergunta: "Porque ele? Logo ele?".

Não entendo como pude me apaixonar por uma pessoa tão horrível. Eu nunca quis entender, mas eu sabia. Éramos tão iguais que estranho seria se nunca tivéssemos nos apaixonado. Acostumada a ver as pessoas cederem aos meus desejos sempre, acostumada a ver as pessoas irem atrás de mim e implorarem pelo meu amor. Acostumada a ter tudo que quis, na hora em que eu quis. Mas não com ele. Não. Ele não cedia aos meus caprichos e me chamava de mimada. Ele não corria atrás de mim mesmo estando errado e me dizia sempre que estava esperando uma atitude minha. Ele não me dizia o que eu queria ouvir e me deixava louca. Louca de ódio. Louca de amor. Louca por ele.

E no fim, eu nunca disse a ele o que eu sentia mesmo sabendo que eu sentia. Nunca disse o quanto eu queria, mesmo sabendo que eu queria. Muito. Mas acho que nossa relação está acima de qualquer palavra, acima de qualquer gesto. Gostamos de viver em constante guerra, amor e ódio, é isso que mantêm nossa paixão acesa. Queimando. Incendiando. E vai ser sempre assim, até o dia em que alguém ceder e transbordar sentimentos pela boca. Mas já vou avisando, não espere isso de mim tão cedo, afinal.. Eu te odeio, garoto.

"-Só sei que nós nos amamos muito…

-Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
-Não, eu falei no passado!
-Curioso né? É a mesma conjugação.
-Que língua doida! Quer dizer que nós estamos condenados a amar para sempre?
...-E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
-Pensar assim me assusta.
-Por que? Você acha isso ruim?
-É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
-Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
-[Pausa] Pois é, também dá no mesmo…"

Eu não procuro alguém pra pentencer e ter posse,

só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida. Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.

Já viram como as mulheres conversam com os olhos?

Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhares existem? Elas conhecem todos.

Uma mulher infeliz por ter amor de menos, outra, infeliz por ter amor demais,

e o amor injustamente crucificado por ambas. Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí é o luxo supremo. Qualquer amor merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, não é ele, somos nós.

O que incomoda é esta fragilidade.

Eu me sinto às vezes tão frágil. Queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quebra - Cabeça

Quando tá tudo indo bem, eu sempre tenho a sensação de que alguma coisa, no fundo, tá muito errada. Sei lá, é como se um relacionamento saudável fosse impossível no meio dessa merda toda, e quando eu não posso ver os erros, eu fico com essa certeza de que estou sendo enganada. E fico procurando, investigando, revirando o mundo pra encontrar os vacilos, mentiras, motivos pra terminar. Percebe a loucura ? É como se ninguém pudesse me amar e ponto, de tanto colarem o adesivo de 'trouxa' na minha testa,  qualquer carinho me parece suspeito. Percebe a tortura ?  Fico oscilando entre confiar e desconfiar, querendo viver uma história leve e sempre me afundando nas minhas neuroses e cicatrizes. E homem nenhum aguenta isso, homem nenhum percorre meu labirinto até o fim. Mas como eu poderia me entregar, sem antes saber se posso ir inteira ? Como posso confiar de novo, sem saber se vai ser realmente diferente ? Quero alguém que rompa meus lacres, não que me lacre mais ! E sigo estragando tudo, só pra não ficar pior depois. Quando eles finalmente se cansam e caem fora porque eu sou louca de pedra, eu fico satisfeita. Volto pra fossa por um tempo, sem mistérios, já conheço bem o lugar e a porta de saída. E penso "Viu, sabia que eu tava certa". Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.

Veja bem. Não tô dizendo que superei,

as feridas estão comigo, servindo de baliza pra reconhecer esse lado quente e fresco das coisas. Mas eu preciso ir, não posso falar contigo agora. Tenho pressa de apertar o play. Dá licença? Então sai debaixo da minha sacada. E da próxima vez que sair na chuva, vê se antes aprende a se molhar.

Pra rua me levar. ♫

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho onde eu vou. As vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são meus, e que não abro mão. Já sei olhar o rio por onde a vida passa, sem me precipitar, e nem perder a hora. Escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora.Vou deixar a rua me levar,ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar,eu vou lembrar você. É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar, promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato pra falar coisas minhas, talvez você nem queira ouvir ... ♪


A gente se apaixona várias vezes na vida,

mas só descobre que se apaixonou de verdade quando foi tão intenso que jamais poderá ser esquecido.Alguns homens de hoje em dia pensam que conquistando mil mulheres de alguma forma vão “honrar o que tem no meio das pernas”… Eu acho que um homem de verdade é aquele que conquista a mesma mulher todos os dias, pelo resto da vida dos dois.


Bebi. Tomei todas.

Todas, além do que aguento. Tomei todas e mais outras tantas. 
Bebi até ficar sem memória. Litros à tarde. Litros à noite.
O fato é lamentável, a bebida começou a acabar bem na hora em que consegui te enxergar com amor e talvez eu não consiga mais te amar por hoje, pois o efeito do álcool já se foi.
Na real, jamais te amei de verdade, mas era divertido fingir.

É preciso coragem para ser feliz.

Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem. Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas. Pelo menos no mundo interior é assim.

E para mim, ser feliz é a maior coragem. Ser infeliz é uma atitude muito covarde. Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada. Qualquer covarde pode ser, qualquer tolo pode ser. Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.

Não temos o costume de pensar assim. Nós pensamos: “ O que é preciso para ser feliz? Todo mundo quer ser feliz.” Isso está absolutamente errado. É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade! Elas adoram ser infelizes. Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.

Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito difícil se livrar da mania de ser infeliz. A primeira coisa é: ninguém está prendendo você; é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade. Ninguém prende ninguém. O homem que está pronto para sair dela, pode sair quando quiser. Ninguém mais é responsável. Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável. Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz. Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .

Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz, naturalmente não há nada que você possa fazer. Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita… alguma coisa pode ser feita imediatamente. Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos. Todavia as pessoas ficam jogando nos outros a responsabilidade – às vezes na mulher, às vezes no marido, às vezes na família, no condicionamento, na infância, na mãe, no pai… outras vezes na sociedade, na história, no destino, em Deus – mas não param de jogar nos outros. Os nomes são diferentes, mas o truque é sempre o mesmo.

Um homem torna-se realmente um homem quando aceita a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja. Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas. É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo: “Se você é responsável, porque criou isso?”. Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis: “O que eu posso fazer? Não tem jeito… sou uma vítima! Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu e não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”. E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce. Então você vai cada vez mais fundo… mergulha cada vez mais fundo.

Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você. É você e só você. Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer; karma significa ‘fazer’. Você fez e pode desfazer. E não é preciso esperar, postergar. Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.

Mas nós nos habituamos. Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos, perderemos nossa maior companhia. A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte. Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente – você se casa com ela. E trata-se de um casamento muito, muito longo; você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.

Agora chegou a hora de se divorciar dela. Isto é o que eu chamo de a grande coragem – divorciar-se da infelicidade, perder o hábito mais antigo da mente humana, a companhia mais fiel.

Mas o que seria uma vida extraordinaria?

Nas poucas vezes em que senti algo realmente extraordinario, ou eu estava brincando de não ser eu, ou estava fazendo algo errado, ou estava vivendo algo que acabaria rápido e que jamais seria contaminado pelo tédio. Viver extraordinariamente é isso, então? É estar fora da nossa própria vida? É viver pouco várias coisas? É viver muito poucas coisas? É ser um personagem de um roteiro que a gente muda toda hora?

Todas as mulheres…

Já ficaram com um cara comprometido, já pegaram um menino mais novo, já beijaram um homem que a amiga gostava e já amaram um cafajeste. Todas as mulheres já tentaram resistir, mas não conseguiram, e se conseguiram, se arrependeram. Todas as mulheres já pensaram em negar, já juraram dizer “não” pra sempre, e o pra sempre terminava na próxima vez em que se viam. Todas as mulheres um dia já pegaram um cara feio, já terminaram por opiniões de amigas e já apontaram pra um cara gato e falaram: “aquele ali eu já peguei!” e toda mulher tem um amigo colorido e um amigo gay. Sabe por quê? porque também somos seres humanos e também temos hormônios e sentimentos. Também temos um reserva e também gostamos de provar os de fora. Nós também podemos ver a beleza em alguém quando estamos bêbadas, podemos negar que pegamos algum cara, podemos falar que já levamos vocês pra cama. Nós somos mulheres!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A gente faz as coisas pra matar pessoas dentro da gente e morre junto.

A gente faz pra ferir quem pouco sente nossa existência e vai, aos poucos, deixando de existir pra gente mesmo. A gente faz pra provar que também existe sem amor e acorda se procurando no dia seguinte. Era só pra ser algo divertido e vira um drama. O amor era pra ser amor e virou só um troço que acabou porque eu esqueci que era pra ser divertido e pensar isso do amor me ofende. Viver é duríssimo.

No vazio cabe um monte de coisa, mas nenhuma se encaixa.

Todas deslizam pelo rio de lágrimas que inundam todos os meus andares vazios. A hora que eu chorar, vai ser o choro mais triste do mundo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

...Vamos jogar aberto. A culpa é minha.

 
Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fudi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Meninas, estou escrevendo esse texto para eu mesma decorar. Imprimir. E nunca mais esquecer.

A gente não pode sair por aí perdendo nosso tempo com esses babacas. Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda?
O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada.
Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa – minha amiga – o negócio está feio. Muito feio.
Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade édiferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis.
Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça.
Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer.

Hoje em dia as pessoas se decepcionam com coisas fúteis,

 tratam friamente aqueles que amam, deixam um relacionamento ser tomado pelo orgulho e depois dizem que tá faltando amor no mundo. O que tá faltando não é amor, é atitude. Atitude de dizer o que sente sem medo de ser rejeitado, coragem de dar o primeiro passo e fazer a sua parte indepentemente do outro. Surpreenda. E se tudo der errado? Se, na pior das hipóteses isso acontecer, não se preocupe. Você tem uma vida inteira para tentar novamente e quantas vezes forem preciso! Se nem o que é bom dura para sempre, o que te fere há de durar menos ainda. Por isso viva insanamente, ame com intensidade e quando tudo acabar tenha orgulho de dizer "Eu só me arrependo do que eu não fiz".

sábado, 5 de novembro de 2011

A beleza de ser feliz

Claro que se o dinheiro falta, se a saúde vacila, se o amor arma alguma cilada, seu desejo de rir será pouco. Mas combata a depressão. Cultive o bom humor, como quem cultiva um bom hábito. Esforce-se para ser alegre. Afaste os sentimentos mesquinhos que provocam o despeito, a inveja, o sentimento de fracasso, que são origem de infelicidade. Adote uma filosofia otimista, eduque-se para ser feliz. Você o conseguirá. E verá o milagre em sua própria face, nos olhos que adquirirão brilho e vivacidade, na boca que perderá o rictus amargo e ganhará um ar jovem, na pele outra vez clara e macia.
Com o estado de felicidade íntima, a mocidade volta, a beleza reaparece.
Seja feliz, se quer ser bonita!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar

 a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Foi quando começou a não se importar tanto de sentir tanto medo,

que ouviu o convite, ainda tímido, quase sussurro, do próprio coração, esse sabedor do que, de verdade, importa: "Volta, com medo e tudo."
Foi. E começou a redescobrir que coragem, na maioria das vezes, é apenas voltar para o próprio coração. É apenas calar a ausência devastadora e infértil dele. É apenas sair do lugar para um ponto um pouquinho mais espaçoso e espalhador de sementes. É apenas seguir. Com medo e tudo.

Avesso

Não consigo, não me adapto, não me conformo.
A rotina jamais me fará satisfeita porque eu tenho uma claustrofobia absurda de lugares e tempos. Estalo os dedos, batuco nos móveis, balanço freneticamente os pés. Preciso de ar. Falo o tempo todo porque o silêncio aumenta minha ansiedade, quero saber de tudo e conhecer todos os assuntos.
Vou roer as unhas de esmalte vermelho e pintar meus dentes de nervoso, vou quebrar as janelas para respirar novos ares. Quero gritar mais alto que a música e destruir minha limitações.
Então me busca, me tira dessa vida pela metade, me mostra o mundo. Eu quero mais de cada coisa que a existência oferece.
Essa prisão, essa pele. Estou vazando pelos poros e tenho medo de explodir. E se algum buraquinho entupir e eu não achar a saída? Meu corpo é muito pequeno e minha ânsia de liberdade queima as beiradas. Minha alma vai escapando, vai se moldando. Se esconde, diminui pra não se mostrar além.
Me liberta, me expulsa de mim. Mostra uma arte verdadeira, sem ensaios e apresentações semestrais. Quero perder a garantia por uso excessivo, gastar os saltos dos meus sapatos. Eu não quero nada impossível, quero realidade. Quero alma e vida de verdade.
Só vejo beleza no que transborda
Só me interesso pelo que ultrapassa
O comum não me comove,
O banal não me toca.
Porque eu gosto é do avesso e o contraditório é que me fortalece.

Se quer mesmo saber de mim

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Nasci para poucos e morro por quase ninguém. Contradigo-me em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e prendendo bocas, querendo muito e gostando tão pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Se estou aqui é pela música, pela companhia, pra me perder. Jamais pra desperdiçar uma noite com quem não sabe conversar.
Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso.

Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.

E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar.
É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas. É por isso que eu saio de casa e minha roupa não precisa agradar ninguém além de mim. Porque não deixo o calor da minha rotina pra ser prenda em vitrine.

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As mulheres que mais marcaram ou irão marcar a sua vida são as CHATAS.

ou irão marcar a sua vida são as CHATAS. Também chamadas de loucas, ciumentas, bipolares, confusas, esquisitas. As chatas te ligam de madrugada cobrando algo que você fez na semana passada, elas brigam contigo, olham feio para a mulherada que ta em volta de você, as chatas fazem cara feia, batem o pé, fazem bico, batem boca contigo sem pensar nas consequências e principalmente são ciumentas... Mas vou te perguntar uma coisa: Quem não gosta de se sentir desejado?! Uma mulher que não te procura ou não esta nem aí para você ou tem medo de te perder e prefere fingir que não viu ou ouviu nada logo elas NÃO TEM IDENTIDADE! As chatas podem incomodar, mas estão ali do seu lado em qualquer situação, não ligam para sua conta bancária ou quantos carros tem na garagem, elas te cercam tanto que não deixam que nada de ruim se aproxime de você.. Elas podem ter seus defeitos mas fazem tudo para ser perfeitas, NÃO pedem desculpas e são marrentas, porém se trata-las bem são as pessoas mais doces que ira conhecer... Então valorize aquela mulher que bate o pé, xinga, teima, porque essa mulher sim esta dando valor para o que você é o não para o que você tem !!!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011