quarta-feira, 13 de junho de 2012

Para minha Alma Gêmea

Tomei a liberdade de decretar nosso dia!
Treze de Junho, posterior ao dia dos namorados. Por tantos outros motivos, o de que sempre tememos à essa palavrinha: namoro. Contudo, eu sempre emendando relacionamentos um-atrás-do-outro, e você sempre tendo uns e outros ao mesmo tempo.
Treze de Junho, porque quando nosso dia cair numa sexta-feira 13, não será azar. É sempre sorte termos uma a outra. Treze de Junho porque é um dia marcante, é o dia que os corações menos atordoados respiram e sossegam depois de uma avalanche de declarações de amor - falsas ou caretas - do dia anterior. Coisa da qual não estamos preparadas.
De uma forma ou de outra, temos uma certa dificuldade em lidar com relacionamentos que exigem afeto. Eu sempre demonstrando demais, querendo demais, e as pessoas sem saber retribuir esse "demais" que eu dou com tanta vontade. E você, com essa dificuldade de demonstrar. Esse receio. Essa falta de jeito pra deixar transparecer o que realmente sente.
O que temos em comum nesse ramo é o fato de sempre demonstrarmos errado. Ou de mais. Ou de menos. Tudo errado.
O dia de hoje é dedicado à nós. Ao nosso amor, parceria e cumplicidade, que perdura há anos desde o plano virtual.
São anos de ombro amigo e no meio de um ou o outro capítulo, algumas discussões. A gente não briga muito. Ainda bem. Porque minha vida é tão conturbada e caótica. E você sempre transpira paz mesmo sendo um vulcão.
Eu preciso te agradecer com um bilhão de palavras que remetem a um muito-obrigada recheado de neon colorido com gostinho de vodcka boa.
Não seria demais te agradecer por me fazer voar com pés na calçada, quase aterrisando no chão, pra eu estar em um seguro equilíbrio entre o certo e o duvidoso. Obrigada por abrir meus olhos. Obrigada por me ler, por elogiar o que escrevo, por acreditar nas minhas palavras.
Obrigada por ter ido comigo encarar à vida. Ter sonhado meus sonhos e dividido minhas dores. Desde meus problemas familiares à dorzinhas de cotovelo por paixãozinhas vadias.
Obrigada por dizer que eu estava errada. E por reconhecer quando eu estava certa.
E eu nem ligo por você ter mas vindo no meu aniversário e sei que você não liga quando eu me esqueço de te parabenizar no seu. Nossa relação é assim, bem simples, pautada pela compreensão e aceitação. Tá certo que vira e mexe você diz que eu devo deixar de ser tão teimosa e às vezes eu te digo para você abrir mais seu coração. Uma tenta moldar a outra pra melhor. E acho que isso é prova de amor. Mas no final das contas, a gente se aceita. Assim. Obrigada por ter se aventurado no meu mundo confuso e sonhador cheio de anseios, desejos imorais e contraditórios, vontades insaciáveis. Dividimos tragos, cama e amigos. Dividimos um montão de palavras e segredos seguidos de: "Mas, olha, só você vai saber".
Obrigada por ter me dito palavras de conforto quando desmanchei com um amor. E depois vieram tantos outros.
Obrigada por ter dividido comigo a sua família, nosso prato, nossas roupas, a conta do restaurante e as suas manias. Nossas gírias e modo de falar tão intrínsecas, mal se sabe quem é quem quando não se vê. Obrigada por ter feito dos meus dias menos chatos. Obrigada pelas gargalhadas e conversas na escola, em casa, na rua ou no shopping, na pedra, ou dentro do nosso planeta habitado por nós.
Obrigada por me ensinar a ser melhor. A cair na real quando estou viajando por outros cantos do meu próprio e imaginário pensamento.
Aliás, obrigada por fazer esforço pra entender meu planeta. Por entra nele de cara e coragem. Mala e cuia. E me tirar dele quando preciso enfrentar essa vida aqui fora, que eu sempre digo: não sei se é pra mim.
Obrigada por não estranhar minhas estranhezas.
Obrigada por aceitar minhas manias, defeitos suspeitos, teimosias cansativas.
Não entendo muito os adultos, e espero nunca entender, para assim ter a certeza de que sempre serei eu mesma.
Você não é minha metade. Você é meu outro eu em corpo inteiro. Minha alma gêmea preta de Irajá. Cheia de glamour e olhos ofuscando felicidade. Você tem um sorriso sempre aberto escrito nas entrelinhas: "Vem pro meu mundo, vai ser divertido". E como é.